sexta-feira, 22 de julho de 2011

Herdade dos Seromenhos

De quatro mãos familiares surge a Sociedade Agrícola Herdade dos Seromenhos, em 2003. Mas a plantação da vinha remonta a 2001, quando as vontades de Inácio Seromenho e de Vítor Manuel Seromenho – pai e filho – se cruzaram.
 
A Quinta de Ferrel, localizada na freguesia da Vila da Luz (concelho de Lagos), recebeu a vinha de 16 hectares, ao abrigo do programa Vitis, e com ela as castas Castelão,Touriga-Nacional, Trincadeira, Syrah, Touriga-Francesa, Aragonez, Alicante-Bouschet, Cabernet-Sauvignon e Moscatel. Em 2006 chega a decisão de elaborar o Vinho Regional Algarve tinto, branco, rosé e o DOC Lagos tinto, num total aproximado de 12 mil garrafas. O projecto de fabrico próprio mantém-se em 2007 e, nesse mesmo ano, produzem-se 2500 garrafas do novo DOC Lagos Reserva 2007, distinguido no concurso de vinhos algarvios da Fatacil 2008 com a medalha de Prata.
O desejo actual é o de continuar a progredir e a produzir cada vez melhor, até – quem sabe – às 50 mil garrafas.
 
Quinta de Ferrel Tinto Reserva

Algarve / Lagos DOC
Vinho Regional Algarve
Castelão, Cabernet-Sauvignon e Trincadeira
13,6% 18 ºC
Cor de granada. Intenso, no qual estão presentes as características das castas, em especial a Cabernet-Sauvignon e a Trincadeira. Frutos vermelhos, abaunilhado, especiarias,fumado e frutos secos, daí a sua grande complexidade. Estagiou dez meses nas barricasde carvalho americano e foi produzido segundo as novas técnicas de vinificação. Vinho nobre, elegante, arredondado.Boa conjugação com os aromas e boa persistência com longa boca. Para consumir de imediato ou para guardar mais uns anos.
Um bom fumeiro de enchidos e presunto da serra algarvia, cozinha tradicional portuguesa, carnes vermelhas, de capoeira, caça de penas e pêlo bem elaboradas, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
Medalha de Prata no concurso “Melhores Vinhos do Algarve” 2008, organizado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve.
 
 
Lacóbriga Tinto
Algarve / Lagos DOC
Vinho Regional Algarve
Syrah, Trincadeira e Aragonez
13% 18 ºC
Cor de granada.
A frutos vermelhos e pretos, muito elegante, com subtil toque a floral. Foi produzido por vinificação de curtimento com total desengace das uvas, técnica aliás usual. Fermentou em cubas de inox à temperatura
de 26 ºC, tendo um estágio repartido por oito meses na madeira de carvalho americano e três meses no inox.
Na boca é um arredondado onde imperam
os taninos, mas suaves, e a boa acidez. Estamos
na presença dum vinho na plenitude das suas características organolépticas. Muito bom e persistente é o seu longo final. Cozinha tradicional portuguesa, carnes vermelhas, de capoeira, caça de pêlo e pena
de confecções bem elaboradas e uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
 
 
 
Lacóbriga Branco

Algarve / Lagos DOC
Vinho Regional Algarve
Moscatel 12,7% 8-10 ºC
Cor citrina com laivos dourados.Límpido e brilhante.
Uma aposta ganha: aromas à uva da casta,
ligeiramente adocicados, com boa acidez que ganhou com os cinco meses de estágioem madeira de carvalho já usada.
Elegante de boca, com maturidade mas suave, boa frescura. É um vinho para ganhar adeptos, com charme e bom final de boca.
Peixes e mariscos de confecção elaborada, peixes nobres no forno.
Não é totalmente para aperitivo, mas vai muito bem num convívio social, acompanhado de canapés à base de mariscos e peixes fumados.

Quinta do Barranco Longo

A Quinta do Barranco Longo, situada na freguesia de Algoz, concelho de Silves, dedica-se, entre outras actividades, à produção e comercialização de vinhos tranquilos e de vinhos espumantes. O projecto nasce em 2001, com a realização dos primeiros ensaios de “microvinificação”, tendo em vista a obtenção de produtos de alta qualidade. Em 2003 são produzidos os primeiros vinhos “Barranco Longo Rosé”, “Barranco Longo Tinto” e “Barranco Longo Reserva” (7 mil litros). Em 2004 produzem-se 10 mil litros e também o primeiro monocasta: “Barranco Longo Touriga nacional”.

A produção triplica em 2005, ano em que surgem o primeiro vinho “Barranco Longo Branco” e o monocasta “Barranco Longo Syrah”. A partir de então, e porque os vinhos foram bem posicionados e reconhecidos no mercado, esta actividade não parou de crescer.

Em 2008 chegaram mais novidades. A gama de vinhos é alargada ao primeiro espumante da região algarvia e ao primeiro vinho rosé português 100%fermentado em barricas de carvalho. A quinta está nas mãos de Rui Virgínia, que continua a aperfeiçoar o ciclo do vinho com os métodos enológicos mais inovadores.

Barranco Longo Rosé
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Aragonez e Touriga-Nacional
12,8%
9-10 ºC
Cor rosada. Límpido e transparente. Intenso a frutos vermelhos, numa excelente combinação com frutos tropicais. É um vinho jovem, fresco e leve, com muito boa harmonia. Foi fermentado em cubas de inox a temperaturas controladas. Grande frescura na boca.
Boa é a conjugação aroma/sabor. Vinho apelativo que dá prazer saborear.
Saladas de peixes, mariscos e carnes brancas
bem compostas, peixe.
Muito bom para um convívio informal
com tapas regionais do Algarve
© Vasco Célio/F32




Barranco Longo OakedRose
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Aragonez e Touriga-Nacional
14,2%
10-12 ºC
Cor rosada. Límpido e transparente. A frutos vermelhos, com notas subtis da madeira onde foi fermentado. É um vinho duma grande elegância no
nariz. Fermentou em cascos novos de carvalho americano e francês, tendo estagiado três meses.
Os aromas estão em muita harmonia com a boca. Vinho duma grande complexidade, muito cheio, cremoso, persistente, dum grande equilíbrio. Termina muito bem na boca. Estamos na presença de um rosé de grande classe.
Todos os tipos de peixe fumados, patés, terrinas e galantinas, saladas de frutos do mar aprimoradas, uma boa zarzuela de mariscos e peixes, carnes brancas de boa confecção. Muito bom para um convívio social.
© Vasco Célio/F32

 








Barranco Longo Syrah
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Syrah
14,5%
18 ºC
Intensa cor rubi/violácea. Maceração de 15 dias em cubas de inox, fermentação controlada com duas repisas
diárias, fermentação maloláctica. Estagiou um ano em cascos de carvalho americano e francês.Com reflexos da casta, da madeira onde estagiou e do terroir, tem excelentes aromas muito intensos a frutos vermelhos maduros e boas notas a especiarias e chocolate.
Com sabor varietal intenso. Está muito arredondado, fresco, charmoso, persistente, com taninos sedosos.
Termina em longo e belo final.
Uma boa cozinha tradicional portuguesa à base de boas carnes. Carnes vermelhas, capoeira, caça de penas
e pêlo de confecção bem elaborada, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros
© Vasco Célio/F32


Barranco Longo Touriga Nacional
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional
14%
18 ºC
Cor rubi. Límpido e transparente. Maceração de 15 dias em cubas de inox, fermentação controlada com duas repisas diárias, fermentação maloláctica. Estagiou um ano em cascos de carvalho americano e francês. Este processo de vinifcação e a nobreza da casta dão a este vinho aromas complexos a violeta, cerejas pretas e frutos do bosque. Há uma grande cumplicidade entre o
nariz e a boca. Vinho de grande amplitude na boca, fresco, redondo, taninos longos, macios e muito elegantes.
Pratos de bacalhau de salga, peixes gordos e fortes de confecção elaborada, carnes vermelhas, capoeira, caça de penas e pêlo de confecção elaborada, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.



Barranco Longo Alicante Bouchet

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Alicante-Bouschet
14%
18 ºC
Cor de granada intensa, violáceo. Límpido e transparente.
Foi sujeito a uma maceração de 15 dias em cuba de inox. Fermentação controlada com duas repisas diárias durante 15 dias, seguida de fermentação maloláctica e um ano de estágio em cascos de carvalho americano e francês. Este processo ajuda este vinho
a libertar aromas bem marcantes e algo complexos a frutos vermelhos maduros. Belas são as subtilezas a tabaco e café.
É intenso, redondo. Notas minerais, taninos robustos, mas macios. De grande persistência, revela boa harmonia aroma/sabor.
Terminando com longo e muito bom final.
Um bom fumeiro de enchidos e presunto da serra algarvia, pratos elaborados da cozinha tradicional portuguesa à base de
carnes de porco, borrego, cabrito e capoeira. Carnes vermelhas, caça de pêlo e penas de confecção bem elaborada. Uma boa tábua
de queijos nacionais e estrangeiros.
© Vasco Célio/F32


Barranco Longo Aragonez/Cabernet Souvignon

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Aragonez e Cabernet-Sauvignon
13,6%
18 ºC
Cor rubi. Límpido e brilhante. Maceração prolongada em cubas troncocónicas, fermentação alcoólica com temperaturas controladas e duas remontagens diárias. Prensagem seguida de fermentação
maloláctica. Este processo de vinificação dá aromas cheios de complexidade ao vinho. Muito arredondado e notas bem presentes
a frutos vermelhos. A boca “joga” bem com os aromas.
É notória a harmonia das especiarias, do corpo, dos taninos e da acidez, que se reflecte no persistente e notável final de prova.
Um bom sortido de enchidos e presunto da serra algarvia, confecções de bacalhau da cozinha tradicional portuguesa, carnes
vermelhas, de capoeira, caça de pêlo e penas de confecção bem elaborada. Uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
© Vasco Célio/F32
Barranco Longo Colheita Seleccionada

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Alicante-Bouschet, Trincadeira e Syrah
14,2%
18 ºC
Cor de granada intensa. Límpido e brilhante. Desengace total das uvas, seguido de maceração de 15 dias em cubas de inox. Fermentou a temperatura controlada e com duas remontagens diárias. Maceração em envaison de 15 dias e fermentação maloláctica. Estagiou seis meses em cascos de carvalho americano e francês. Deste tipo de vinificação, castas e terroir resultou este vinho com aromas intensos a frutos silvestres, bem arredondado e duma elegância exuberante. Há uma perfeita sintonia com o nariz.
Muito boa harmonia dos taninos, da acidez e do álcool. De boa persistência, oferece um belo e prolongado final.
Um bom fumeiro de enchidos e presuntos da
serra algarvia, a boa cozinha tradicional portuguesa
à base de carnes de porco, borrego,
caça de penas e pêlo e de capoeira, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
© Vasco Célio/F32
Quê Reserva Bruto
Algarve / Lagoa DOCVinho Espumante Natural
Touriga-Nacional
13%
8-9 ºC
Cor rosada intensa. Produzido pelo método clássico.
Fermentou na garrafa durante dois meses, seguido de um ano de envelhecimento nas suas borras, até ser efectuado o dégorgement. Como resultado das duas
vinificações a que esteve sujeito e da excelência da casta, este vinho espumante natural, de boca fina e persistente, oferece aromas complexos a violetas e a frutos silvestres bem maduros. Vinho espumante bem harmonioso, no qual os aromas e sabores casam bem.
Redondo, com boa “mousse”. Final muito bom, ligeiramente acídulo.
Pratos frios e quentes de composição e confecção requintada, como sobremesa (doçaria) e para um espumante cocktail a acompanhar um excelente sortido de canapés.
© Vasco Célio/F32


Barranco Longo Grande Escolha Branco

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Arinto e Chardonnay
14,2%
10-12 ºC
Cor citrina dourada. Límpido e brilhante. Fermentou em cascos de carvalho francês e americano, onde estagiou seis meses. Oferece aromas frutados, com notas subtis
a pêssego, ananás e à madeira de carvalho onde estagiou. Começa por revelar uma frescura notável.
Encorpado de boca cheia, cremoso, harmonioso.
Muito boa é a sua persistência. Com longo e elegante final.
Peixes fumados, patés, terrinas de caça, galantinas, saladas de peixes, mariscos de molhos requintados, frutos do mar, grelhados de outros tipos de confecção bem elaborados, cozinha tradicional do Algarve à base de peixes, moluscos e mariscos. Carnes brancas de confecção não muito elaborada. Muito bom como aperitivo.
© Vasco Célio/F32

Barranco Longo Reserva

Alicante Bouschet, Trincadeira e Cabernet Sauvignon
Vinificação: Desengace e maceração de 20 dias em lagares de inox. Fermentação alcoólica com temperatura controlada e duas repisas diárias. Maceração em cuvaison de 30 dias e fermentação maloláctica. Estágio de 1 ano em cascos de carvalho americano e francês.
Visual: Cor rubi/granada.
Aroma: Aroma subtil e elegante.
Sabor: Frutos vermelhos maduros, aveludado e equilibrado com estrutura de taninos suaves.
Vai bem com: Excelente para pratos de carne de sabor rico e de boa textura

Cabrita - Quinta da Vinha

O vinho Cabrita provém da pitoresca Quinta da Vinha, propriedade da família Cabrita. Situada no concelho de Silves, não tem mais do que 6,6 hectares, o que em termos de propriedade vitivinícola poderia ser considerado como uma produção familiar. E, em parte, é.A tradição do vinho Cabrita já remonta a 1977. Foi nesse ano que José André, comerciante de frutas, adquiriu a quinta e produziu uvas tradicionais algarvias como Crato, Manteúdo, Negra-Mole e
Castelão, dando origem ao seu vinho “caseiro”. Em 1980, o filho, José Manuel Cabrita, fica à frente do negócio. Vira-se, assim, uma página na história da Quinta da Vinha e passa-se para a inovação.
José Manuel procura a ajuda de uma empresa de consultores vitivinícolas – a WineID – que estava disposta a abraçar o projecto.
Deu-se lugar à replantação do terreno com castas que mostrassem o potencial algarvio e, em 2000 e 2001, reenxertou-se a vinha com Touriga-Nacional, Trincadeira, Aragonez e Castelão. Em 2007 nasce o vinho Cabrita tinto e rosé, com uma produção de 11 300 e 3000 garrafas, respectivamente. Esta entrada apresentou-se com uma imagem arrojada, para jovens consumidores, bons
apreciadores e para todos os demais curiosos que buscavam um vinho de qualidade a preço muito acessível. Hoje, a família Cabrita espera um vinho que segue na melhor tradição dos seus “antepassados”, e com tão grandes ambições



Cabrita Tinto

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional, Aragonez e Trincadeira
13,5%
17-18 ºC
Rubi vermelho encorpado. Intenso a frutos vermelhos, em particular a morango, e a florais, com envolvência da
madeira de carvalho francês, com as suas notas tostadas e o estágio de oito meses. Harmonioso no conjunto da sua estrutura orgânica, logo, um vinho arredondado. Saliência para a confirmação que revelou
no nariz, o que não acontece com
frequência. Vinho que vai evoluir ainda muito, tendo em conta a sua juventude. De boa persistência, presenteia-nos com um elegante final de boca.
Uma boa selecção de enchidos e presuntos
da serra algarvia, carnes de capoeira, de confecção elaborada, carnes vermelhas, de caça, borrego e uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
Medalha de Prata no concurso “Melhores
Vinhos do Algarve” 2008, organizado pela
Direcção Regional de Agricultura e Pescas
do Algarve.
Medalha de Prata no concurso “Wine Masters
Challenge” 2009.


Solos: Argilo calcários
Castas: Touriga nacional, Trincadeira e Aragonês
Denominação: Vinho Regional Algarve
Vinificação: Vindima manual muito selectiva, em caixas de
20kg, foi vinificado a pelo método tradicional de bica aberta
a temperatura controlada.
Álcool: 13 % em Volume
Acidez Total: 6,2 g/L
pH: 2,98
Açúcares redutores: 2,7 g/l
Garrafas: 6200 de 0.75L
Data de Lançamento: Abril de 2010
Conservação: Conservar a 16ºC
Serviço: servir entre 8-10ºC
Gastronomia: Vinho gastronómico e acompanha: peixe,
carnes brancas grelhadas e saladas exuberantes.
Notas de Prova: Rebelde no aroma, com notas florais envolvidas
em frutos vermelhos do bosque, o Cabrita Rosé, mostra
toda a elegância das castas Touriga nacional e Aragonês.
Com uma entrada doce, acidez presente, terminando a prova
rica em frutos e com boa frescura.
Enólogos: Cláudia Favinha – Wine ID


Cabrita Branco 2009
Castas: Crato e Verdelho
Vinificação: Vindima manual muito selectiva, em caixas de
20kg, foi vinificado a pelo método tradicional de bica aberta a temperatura controlada.

Álcool: 13 % em Volume
Acidez Total: 6,2 g/L
pH: 2,98
Açúcares redutores: 2,7 g/l
Garrafas: 6200 de 0.75L
Data de Lançamento: Abril de 2010
Conservação: Conservar a 16ºC
Serviço: servir entre 8-10ºC
Gastronomia: Vinho gastronómico e acompanha: peixe,
carnes brancas grelhadas e saladas exuberantes.
Enólogos: Cláudia Favinha – Wine ID
 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quinta de Mata-Mouros

Situada na margem direita do rio Arade, Xelb – hoje Silves – era uma das mais opulentas cidades do Al-Ândalus. A lendária Quinta de Mata-Mouros situa-se na margem oposta e data da mesma época. Esta quinta deve o seu nome ao facto de aqui se terem estabelecido as tropas avançadas durante a reconquista cristã – Mate Mor – ou ao facto de aqui ter existido uma mata que pertencia aos mouros.

Nas mãos da mesma família há gerações, esta propriedade acaba por abrir espaço ao desenvolvimento do vinho em 2000. Aproveitando as extraordinárias condições do terreno e o clima da região, e mantendo os tradicionais processos vinícolas (como o lagar de pisa e a prensa) aliados à mais moderna tecnologia, inicia-se finalmente a plantação de 11 hectares de vinha das castas portuguesas.

Num terreno que permanecera virgem durante mais de oito séculos, surgem então os típicos vinhos da Quinta de Mata-Mouros

Ypsilon Tinto
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional, Aragonez
e Cabernet-Sauvignon
13,5%
18 ºC
Rubi profundo com laivos de violeta. A amoras pretas, ao qual se conjuga o floral de violetas e a fragrância da flor de laranjeira. Encorpado, com taninos macios.
É um vinho “inteligente” porque alia os seus aromas a uma boca de sonho. Muito bem estruturado, termina com excelente e prolongado final de boca. Estamos na presença de um vinho notável.
Carnes de capoeira e vermelhas de bom tempero, assim como com um bom sortido de enchidos e presuntos do Algarve.





Xelb Rose
Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional 50% e Aragonez 50%
12,5%
9-11 ºC
Rosa vivo. A frutos tropicais, completado com a
elegância e a doçura das cerejas pretas e dos frutos silvestres, como a amora, à qual se alia uma grande frescura. Vinho suave, jovem, fresco e leve.
Excelente harmonia. Persistente, com prolongado e belo final de boca.
Peixes e mariscos de confecção ligeira, carnes brancas de confecção média e pratos exóticos da cozinha oriental. Excelente como aperitivo e para convívios
sociais.

Paxá Wines - Quinta do Outeiro

A Quinta do Outeiro, em Silves, é uma propriedade de 16 hectares com uma boa exposição, onde predominam solos argilo-calcários muito aptos para a cultura da vinha.
Com a instalação, em 2002, de 7,5 hectares de vinha com as castas Syrah, Touriga-Nacional, Alicante-Bouschet, Aragonez e Trincadeira, deu-se início a um novo projecto produtivo que ditou que os destinos da produção seriam a Adega Cooperativa de Lagoa.
Com as características das castas e a utilização de tecnologia dirigida para a qualidade, entrou-se no momento de inovação da história da quinta. Em 2007 recorreu aos serviços de uma empresa de consultores vitivinícolas – a WineID – e aos serviços de uma adega privada, com o objectivo de vinificar parte da produção da quinta.  Nasce então aquele que é hoje o “Paxá”, vinho que nada mais pretende do que satisfazer quem o aprecia.

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Tinto Regional Algarve
Syrah, Alicante-Bouschet, Touriga-Nacional
e Aragonez
14,5%
18 ºC
Cor vermelha encorpada com nuances de violeta. Límpido e transparente. Intenso, a frutos como a amora e a ameixa. A madeira de carvalho está presente com o
seu tostado e abaunilhado. Algum floral e pimenta verde. Taninos doces no seu longo e persistente final de boca. Vinho de boca cheia, elegante, confirma em
pleno os aromas. Vinho de grande nobreza. Prova-se, e apetece continuar a prová-lo. Persistente, com belo e longo final. Um bom sortido de enchidos e presunto
da serra algarvia, carnes vermelhas, de capoeira,
caça de pêlo e penas de confecção bem elaborada, a boa e tradicional cozinha portuguesa, uma boa tábua de queijos nacional e estrangeira.
Medalha de Prata no concurso “Melhores Vinhos do Algarve” 2008, organizado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve.
Medalha de Ouro no concurso
“Wine Masters Challenge” 2009.
Medalha de Prata no
“Concours Mondial de Bruxelles” 2009.

Algarve / Lagoa DOC
Vinho Regional Algarve
Syrah, Alicante-Bouschet,
Touriga-Nacional e Aragonez
13,6%
10-12 ºC
Cor rosada. Límpido e brilhante. A frutos vermelhos, com toques de nata. Fresco e jovem, duma harmonia notável entre os seus componentes orgânicos.
Foi vinificado a temperaturas controladas de 14-16 ºC, pelo sistema de bica aberta. Na boca confirma os aromas primários.
Muito elegante, charmoso. Estamos na presença dum vinho rosé de eleição. Saladas frias de peixes e mariscos com molhos bem aprimorados, frutos do mar
de confecção de requinte, carnes brancas de confecção medianamente elaboradas. Para convívios sociais.

Herdade dos Pimentéis

A Herdade dos Pimenteis situa-se em Portimão, a cinco quilómetros do centro da cidade, e ocupa 38 hectares do Morgado da Torre, na Penina.
Os seus solos argilo-calcários têm grande tradição na cultura da vinha, que se faz aqui há gerações em cerca de 20 hectares de produção integrada, composta de castas seleccionadas como Aragonez, Syrah, Touriga-Nacional, Cabernet-Sauvignon, Trincadeira e Tinto-Cão.

O terroir destas vinhas é elevado, com uma exposição ao sol privilegiada que aproveita ainda a brisa do mar. Da localização e das uvas brancas seleccionadas sai um vinho ímpar, frutado e com irresistível aroma a moscatel. As marcas Herdade dos Pimenteis, Colheita Seleccionada, Touriga Nacional, Reserva e Branco Moscatel são o resultado do trabalho cuidado dos enólogos Jorge Magalhães e Paulo Fonseca.

Herdade dos Pimentéis Tinto
 
Algarve/Portimão DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional, Syrah e Aragonez
14%
18 ºC
Cor rubi. Límpido e transparente. Aromático, onde predominam os frutos silvestres e as especiarias.
Arredondado, com bom equilíbrio dos taninos e acidez. Estagiou seis meses em barricas de carvalho americano.
Sentem-se algumas notas a baunilha e a tostado da madeira de carvalho. É um vinho bem conseguido, com muita margem de evolução, boa persistência,
suavidade e bom final de boca. Pratos de bacalhau da cozinha tradicional portuguesa, um fumeiro de enchidos e presuntos da serra algarvia, carnes vermelhas,
de capoeira e caça de penas da serra algarvia, cozinha tradicional do Algarve e uma boa tábua de queijos nacionais.





Herdade dos Pimentéis Reserva

Algarve / Portimão DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional e Aragonez
14%
18 ºC
Cor rubi. Límpido e transparente. Frutos pretos como amora, framboesa e ameixa. Bem equilibrado no conjunto dos seus componentes orgânicos, boa estrutura de corpo. Estagiou oito meses em barricas de carvalho americano e francês. Macio, elegante, algumas nuances abaunilhadas e de especiarias. Taninos suaves,
persistente e com bom final de boca. Vinho com grande margem de evolução. Fumeiro de enchidos e presuntos da serra algarvia. Carnes vermelhas, de capoeira,
caça de penas de confecção medianamente elaborada, pratos à base de carnes tradicionais da cozinha regional do Algarve e uma boa tábua de queijos nacionais.








Herdade dos Pimentéis Touriga Nacional

Algarve / Portimão DOC
Vinho Regional Algarve
Touriga-Nacional
14%
17 ºC
Cor rubi. Límpido e transparente. A frutos vermelhos, ligeiro achocolatado, arredondado nos seus componentes orgânicos estagiados na madeira de
carvalho francês, que lhe confere alguma complexidade.
É um vinho que entra bem na boca. Boa ligação com os aromas, boa persistência, termina bem no seu final de boca. Pratos de bacalhau da cozinha tradicional
portuguesa, cozinha tradicional do Algarve bem elaborada, carnes vermelhas, caça de penas, capoeira de boa confecção, uma boa tábua de queijos nacionais









Herdade dos Pimentéis Branco

Algarve / Portimão DOC
Vinho Regional Algarve
Moscatel
13,5%
10-11 ºC
Cor citrina com ligeiras nuances esverdeadas. Límpido e brilhante. Excelente acidez. Vinho jovem, leve e muito
fresco. De aromas muito ricos a frutos maduros brancos, como a ameixa, o pêssego e
a uva da própria casta. Vinho arredondado e muito elegante. Proveniente de vindima selectiva. Com desengace total e prensagem mecânica e pneumática.
Belo casamento entre os aromas e o sabor. Este vinho é dos que se prova e apetece continuar a provar continuadamente. É uma excelente surpresa como vinho
branco. Vinho charmoso com belo e prolongado final de boca. Todos os tipos de confecções de peixes e
mariscos, uma boa confecção de bacalhau de salga da cozinha tradicional portuguesa, um convívio social acompanhado dum bom sortido de canapés. Muito bom como aperitivo.


Herdade dos Pimentéis Rosé

Helwigus

A ideia de produzir vinho, nasceu quando o físico e ex-gestor industrial Alemão Helwig C. Ehlers, estava a provar um excelente vinho português na sua recentemente comprada propriedade de 6 há. em Sta. Barbara de Nexe, Faro no ano de 1998.

Assim, cerca de 1,5 ha. foi plantado com Aragonês, Castelão, Syrah, Touriga Nacional e Fernão Pires.

O primeiro vinho produzido, desde a vindima até ao engarrafamento, tudo foi feito pelo produtor e a sua esposa, com maquinaria básica e o resultado foi tão bom que ficaram ansiosos e entusiasmados para continuar.

Posteriormente tornou-se um produtor certificado, investindo em tecnologia moderna e com a constante colaboração de um enólogo também alemão, o anterior hobbie tornou-se um negócio sério.


Visitas e provas apenas por marcação – 289 999 100.


Helwigus Branco
Fernão Pires
Cor: Amarelo claro
No Nariz: Maças maduras, peras
Na Boca: Textura complexa e cremoso
Enologo: Carsten Heinemeyer







Castelão, Aragonez e Syrah
Cor: Vermelho escuro com tons de violeta
No Nariz: Notas de Cerejas maduras e framboesa
Na Boca: Taninos fortes com notas de fruta
Nove meses em cascos de Carvalho Francês
Enologo: Carsten Heinemeyer

Adega Unica

A história da Única é recente e original, começando pelo nome que remete para a junção das duas adegas cooperativas do Algarve – a de Lagoa e a de Lagos – numa só.
Em 2007 iniciam-se as movimentações para tornar a ideia em projecto concretizado, mas só para 2012 está prevista a «inauguração» das instalações desta nova adega, que deverá ser construída nos terrenos do antigo Posto Agrário de Lagoa. Até lá, fica a funcionar nas instalações da Adega Cooperativa de Lagoa, uma das primeiras do país, e receberá as uvas dos associados da cooperativa de Lagos para aí serem transformadas.

Todos os vinhos, todas as marcas fortes – tudo será reunido em bloco na Adega Cooperativa do Algarve, com o objectivo futuro de melhorar a operacionalidade da produção vinícola da região.
Entre boas uvas, muita tecnologia e técnica quanto baste.

 

Os Vinhos do Algarve

Muitas vezes, as notas introdutórias remetem-nos para o resumo da obra. Frequentemente servem também para relatar uma história que enquadra essa obra ou para contar uma história que naquela encaixa.
Embora a vinha e o vinho do Algarve tenham a sua história, dela se falará, ainda que sucintamente, noutras páginas do guia que agora o leitor tem em mãos.

O que nos propomos nesta nota é tecer algumas considerações sobre os vinhos que hoje se produzem no Algarve. Mas antes, uma saudação muito especial e sentida à Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, pela forma como tem divulgado os vinhos do Algarve. E um devido agradecimento à Direcção do Turismo do Algarve, bem como a algumas das suas colaboradoras, que dentro das suas competências deram o seu contributo para que esta edição viesse a público. Uma palavra de apreço, também, aos  responsáveis da Adega Cooperativa do Algarve e aos produtores de vinhos de Quinta, sem os quais através do seu labor, dedicação e competência – não teríamos a qualidade dos vinhos que, nos nossos dias, se produzem no Algarve.

É certo que as condições do plantio das vinhas obedecem já às mais modernas culturas aplicadas no resto do “mundo vinhateiro”. Como certo é também que a quase totalidade das adegas existentes na região algarvia estão equipadas com as soluções tecnológicas mais avançadas na produção do vinho.
Vai já para oito anos que as novas castas certificadas trouxeram mais-valias para os vinhos algarvios e não duvidamos, ao contrário de alguns, que o Algarve vinhateiro tem bons solos, bom clima e bom meio ambiente.

Sustentadamente, tanto o número de produtores como a qualidade do vinho que produzem têm vindo a crescer. Esta realidade traduziu-se no aumento da oferta de cerca de vinte marcas comerciais, ainda há poucos anos, para setenta e cinco à disposição dos apreciadores actualmente.

E a tendência é ascendente!

Dos vinhos do Algarve, um número muito significativo apresenta uma qualidade acima da média. Outros há que são tão bons como os melhores oriundos de outras regiões vitivinícolas. Não duvidamos que o futuro dos vinhos algarvios é promissor, no que respeita à qualidade e à quantidade. Assim continuem a querê-lo os actuais agentes e as gerações vindouras ligadas a este néctar maravilhoso.

Com esta edição, os enófilos, hoteleiros, empresários, apreciadores e o público em geral passam a ter ao seu dispor um meio para (re)descobrir e analisar a qualidade dos vinhos algarvios.
Como disse António Augusto Aguiar: “Amo a videira como a planta mais bela que a Mãe Natureza deu ao mundo”.

Por: Herminio Rebelo